Análise segmentada por faixa etária e renda, com tracking de avaliação em cada macro-região. Selecione uma região para ver a composição demográfica e os resultados de cada cluster.
Visão Geral
Conjuntura e Avaliação do Governo Federal — Onda 06, Fevereiro 2026
O entusiasmo esfriou. E agora, o que o governo mostra de efetivo?
A aprovação do governo cresce, mas o eleitorado demanda entregas concretas. O clima é de expectativa — não de celebração. Um panorama dos sinais que definem o momento político.
"O que vem agora? O que o governo mostrará de efetivo?"
— Pergunta recorrente nos grupos focais da Onda 06Fim da Escala 6x1
Corrupção
Segurança Pública
Os grupos que podem definir a eleição exigem atenção imediata. A janela de oportunidade é curta.
Jovens
29% são eleitores em potencial. Geração conectada, sensível a entregas concretas e narrativas de futuro.
Renda Média (2–5 SM)
Autônomos e empreendedores: 30 milhões de pessoas (Sebrae). Público que oscila entre apoio e frustração.
CadÚnico
Atenção aos ruídos dos cortes do Bolsa Família. Base sensível que pode migrar de apoio para rejeição.
NEXUS mostra recuperação. A ponderação, nem tanto.
Na série NEXUS, a aprovação voltou a superar a desaprovação — 49% contra 43% em fevereiro de 2026. Mas a ponderação entre 7 institutos conta uma história mais cautelosa: a reprovação ultrapassou a aprovação no final de 2024 e segue acima. O quadro é de disputa apertada, não de virada consolidada.
Recuperação na pesquisa própria
Aprovação volátil
A média ponderada da FPA, que combina dados de Atlas, IPEC, MDA, Quaest, Datafolha, IPESPE e Nexus, mostra que a reprovação ultrapassou a aprovação no final de 2024 e segue acima (~50% contra ~47%). A recuperação medida pela NEXUS não se confirma na visão agregada — o cenário geral é de desgaste, não de virada.
"A NEXUS mostra melhora, mas os demais institutos não confirmam. A realidade está entre as duas leituras — e o governo precisa de resultados concretos para consolidar qualquer avanço."
— Síntese da equipe de análiseO governo conquistou identidade. Agora precisa de materialidade.
Da onda anterior para cá, o entusiasmo esfriou. Os três pilares de posicionamento continuam valorizados, mas a população quer ver resultados concretos — não apenas discurso.
Onda 05 — Out/2025
Melhora significativa no clima geral. Governo visto como "em movimento", com coesão, firmeza e inimigos claros.
Onda 06 — Fev/2026
Esfriamento do entusiasmo. Pilares valorizados, mas população demanda entregas concretas que materializem o discurso.
Esses pilares foram fundamentais para criar identidade e diferenciação. Mas precisam ser constantemente ativados: novas frentes de debate, entregas articuladas e materialidade.
Defesa da Soberania Nacional
Firmeza diante do Tarifaço dos EUA. Articulação internacional. Resgate do orgulho nacional.
Luta Contra Privilégios dos Super Ricos
Isenção do IR até 5 mil. Taxação dos super ricos. Pauta de justiça tributária.
Cuidado com as Pessoas
Bolsa Família, CNH Social, Minha Casa Minha Vida, saúde e educação.
Apesar da alta aprovação da medida, a capacidade de mobilização eleitoral mostra-se limitada. Uma parcela significativa já tinha isenção — para esses, nada mudou. A entrega é recente e paulatina, e os efeitos concretos ainda levarão tempo para serem sentidos. Persistem dúvidas sobre a declaração anual obrigatória e quem, ao final, arcará com os custos.
"Os pilares funcionam. Mas sem ativação constante, viram memória — não voto."
— Síntese dos achados qualitativos, Onda 06O terreno é fértil, mas minado. Cada pauta exige calibração.
A pesquisa revelou três oportunidades com potencial mobilizador e dois riscos com capacidade de corrosão. O governo precisa agir — com precisão cirúrgica.
Fim da Escala 6x1
Pauta do momento. Mencionada espontaneamente em todos os grupos focais. A escala é descrita como "desumana", "ultrapassada" e até "escravidão moderna". Associada à esquerda, ao movimento VAT e à deputada Érika Hilton. Tem capacidade real de se tornar a "marca do governo".
Potenciais
- Alta circulação no debate público
- Associada ao Governo Federal
- Percebida como altamente relevante
- Aglutina defensores e críticos do governo
- Capacidade de ser "marca do governo"
Riscos da pauta
- Receio de redução salarial
- Medo de aumento de horas diárias no 5x2
- Percepção de prejuízo para empregadores
- Temor de fechamento de lojas nos fins de semana
- Compatibilizar com pequenos negócios
Avanços na Economia
Argumentos consistentes entre apoiadores relativizam a narrativa catastrófica da oposição. Há percepção concreta de queda de preços (carne, ovos, arroz, feijão, óleo, combustíveis), relatos de novas conquistas (casa própria, carro, estudos) e mais oportunidades de emprego.
"Mais do que ressaltar indicadores, é preciso comunicar no concreto, em como os avanços se traduzem em ganhos do dia a dia."
Políticas Pró-Povo
Alta aceitação popular, mas visibilidade pulverizada. As políticas existem e são bem avaliadas — mas o público não consegue nomeá-las. Necessário "embalar" em narrativa coesa.
Corrupção
A oposição domina a pauta. A compreensão é superficial, baseada em memes e recortes de redes sociais. A narrativa da oposição tende a prevalecer justamente pela simplicidade — enquanto o governo não responde com clareza equivalente.
INSS
Banco Master
"Posicionamento mais enfático e didático. Foco: autonomia da PF, reparação das vítimas, punição dos responsáveis."
Segurança Pública
Vetor crítico de avaliação negativa, inclusive entre apoiadores. Percepção generalizada de piora, falta de ação e sensação de abandono. A questão transcende espectro ideológico.
- Aumento do feminicídio em número e crueldade
- Avanço do crime organizado — forte no Norte e Nordeste, a base eleitoral
- Assaltos e roubos no cotidiano
- Falta de proteção digital a crianças e adolescentes
Mesmo entre simpáticos à esquerda
"Posicionamento mais firme do PR. Demonstração pública de preocupação, empatia com vítimas, coordenação com governadores."
Lula, o estadista: respeitado lá fora, questionado aqui dentro.
A imagem internacional é um ativo. Mas o distanciamento percebido do cotidiano nacional e falas consideradas inadequadas corroem a conexão com a base. O desafio: rejuvenescer sem perder autenticidade.
Forças
- Presidente ativo e articulado — capacidade de comunicação direta
- Reconhecido como Estadista no cenário internacional
- Credibilidade em fóruns internacionais e relações bilaterais
- Busca governar em favor dos mais pobres
- Adepto do diálogo e articulação política
- Políticas sociais consolidadas nos mandatos anteriores
Fraquezas
- Falas percebidas como inadequadas ou "descabidas"
- Provocações a chefes de Estado (EUA, Israel)
- Preconceitos relacionados à idade
- Distanciamento percebido do povo
- Menos direto no diálogo com os mais pobres
- Apoiadores têm dificuldade em rebater críticas
Atualizar e rejuvenescer
Brasil do Futuro
"Reforçar conquistas recentes, preocupação com a melhora concreta da vida das pessoas e sinalizações mais claras sobre temas sensíveis — especialmente segurança pública."
— Recomendação estratégica, Onda 06O que falar, para quem, e com que urgência.
A pesquisa desenha um mapa claro de prioridades para conteúdo e mídia online. O governo tem pautas fortes, mas a comunicação precisa ser cirúrgica: traduzir conquistas em linguagem de rua, antecipar crises e falar diretamente com quem ainda pode ser convencido.
Esses pilares continuam valorizados, mas precisam ser constantemente ativados com novos fatos, novas entregas e nova materialidade. Sem ativação, viram memória — não voto.
Soberania Nacional
Tarifaço dos EUA, articulação no G20, orgulho nacional. Gancho digital: "Enquanto eles nos ameaçam, Lula negocia de igual pra igual."
Contra Privilégios
Isenção do IR, taxação dos super ricos. Gancho digital: "16 milhões livres do IR. Quem paga a conta? Os 141 mil que ganham mais de R$ 50 mil/mês."
Cuidado com as Pessoas
Bolsa Família, CNH Social, MCMV, saúde e educação. Gancho digital: selo "Brasil que Cuida" unificando todos os programas.
"Os pilares funcionam. As pautas existem. Os votos estão lá. O que falta é a ponte: conteúdo que traduz conquista em linguagem de rua, com a velocidade que as redes exigem."
— Síntese estratégica de comunicação, Onda 06O conteúdo do governo sofre de um problema crônico: fala sobre o povo, mas raramente fala com o povo. Depoimentos reais, entrevistas de rua e falas espontâneas criam identificação imediata. O povo precisa se ver no conteúdo — em toda a sua diversidade.
Regra de ouro: se o povo não aparece, o conteúdo não funciona
Cada peça de comunicação deve passar por um teste simples: "Tem gente real aqui?" Se a resposta for não — se for só gráfico, só arte, só texto institucional — o conteúdo não vai engajar. O eleitor só compartilha o que ele reconhece como verdadeiro. A verdade está na rua, não no PowerPoint.
A pesquisa identificou três oportunidades com poder mobilizador real. A ordem importa: o 6x1 é urgente e com potencial de virar a marca do governo; a economia precisa sair do abstrato; as políticas sociais precisam de identidade visual coesa.
#1 Fim da Escala 6x1
Mencionada espontaneamente em todos os 16 grupos focais. É a pauta com maior potencial de se tornar a "marca do governo" — mobiliza defensores E críticos. A escala é descrita como "desumana" e "escravidão moderna".
O que publicar
- Depoimentos reais de trabalhadores sobre a rotina 6x1
- Comparativo internacional (países que já adotam 5x2 ou 4x3)
- Linha do tempo legislativa — o papel do governo na aprovação
- Respostas aos medos: salário mantido, horas redistribuídas
Cuidados na comunicação
- Não ignorar o receio dos pequenos empresários — acolher a dúvida
- Evitar tom triunfalista antes da aprovação final
- Preparar respostas para "e o salário, vai diminuir?"
- Não deixar Érika Hilton/VAT "roubarem" a pauta do Executivo
#2 Economia no Concreto
A população percebe avanços — queda de preços, emprego, novas conquistas. Mas a comunicação oficial insiste em indicadores macroeconômicos que não conectam. O conteúdo precisa traduzir PIB e taxa de desemprego em carne mais barata, gasolina mais acessível, mais vagas de emprego.
"Mais do que ressaltar indicadores, é preciso comunicar no concreto, em como os avanços se traduzem em ganhos do dia a dia."
— Recomendação dos achados qualitativos#3 Pacote Pró-Povo: empacotar para aparecer
As políticas existem e são bem avaliadas, mas a visibilidade é pulverizada. O eleitor não consegue nomear os programas — sabe que existe CNH Social, mas desconhece MCMV Classe Média, Luz para Todos e Reforma Brasil. A comunicação precisa "embalar" tudo em uma narrativa coesa.
- Bolsa Família
- Gás do Povo
- CNH Social
- Farmácia Popular
- SUS Emergencial
- Pé-de-Meia
- MCMV Classe Média
- Luz para Todos
- Reforma Brasil
A oposição domina a narrativa nesses dois temas. O silêncio ou a resposta tardia do governo amplificam o dano. O conteúdo digital precisa antecipar ataques e oferecer respostas prontas, claras e compartilháveis.
Corrupção
A compreensão é superficial e baseada em memes. Ninguém acompanha a CPMI do INSS. A oposição vence pela simplicidade da narrativa — o governo precisa responder na mesma moeda.
- → Autonomia da PF: "Quem investiga é a Polícia Federal, sem interferência"
- → Reparação: foco nas vítimas do INSS, não nos acusados
- → Punição: "Familiar não é escudo — é igual a qualquer cidadão"
- → Banco Master: esclarecer que maioria dos comprometidos é da direita
Segurança Pública
Vetor de avaliação negativa que transcende ideologia. Mesmo simpáticos à esquerda defendem posições duras. A sensação de abandono é generalizada. O PR precisa demonstrar empatia e firmeza.
- → Pronunciamento presidencial: preocupação pública com feminicídio
- → Coordenação com governadores: ações conjuntas visíveis
- → Proteção digital: posicionamento sobre crianças e redes sociais
- → Dados reais: investimento federal em segurança vs. gestão anterior
A segmentação eleitoral define três públicos prioritários para comunicação digital. Não adianta pregar para convertidos (Satisfeitos, 34%) nem investir nos Improváveis (38%). O foco é o meio: 28% do eleitorado está em disputa.
Potenciais 13%
Podem ser convencidos com entregas concretas. Sensíveis a economia e políticas sociais. Conteúdo ideal: testemunhais, antes/depois, dados tangíveis.
Ocultos 8%
Tendiam a votar Lula, mas propensos à abstenção. O risco é perder voto por descrença. Conteúdo ideal: mobilização emocional, "seu voto importa", logística de votação.
Insatisfeitos 7%
Antes eram apoiadores, hoje decepcionados. A decepção é com a falta de entregas, não com os valores. Conteúdo ideal: reconhecimento de falhas + demonstração de ação concreta.
Dois públicos transversais prioritários
Jovens (18–34 anos): 29% são eleitores em potencial. Geração que consome Reels, TikTok e YouTube Shorts. Sensíveis a narrativas de futuro, emprego e educação. O 6x1 e o Pé-de-Meia são ganchos naturais.
Renda Média (2–5 SM): Autônomos e empreendedores — 30 milhões de pessoas. Oscilam entre apoio e frustração. Querem ver resultado na mesa, não no gráfico do IBGE.
Os estados com maior dificuldade de transporte são onde o PR tem saldo positivo. Os estados com maior apatia são aliados. A comunicação digital precisa resolver dois problemas simultâneos: logística e crença.
Transporte — 53,7% entre indecisos
O maior obstáculo para votar. Concentrado no Nordeste e Norte — exatamente a base eleitoral. Cada eleitor que não chega à urna é um voto perdido.
Ação digital: Campanha "Seu voto vai chegar" com informações de caravanas, transporte gratuito e pontos de embarque. Parceria com influenciadores regionais para viralizar.
Apatia — "Não acredita que faça diferença"
27,8% dos indecisos. Concentrado em estados aliados: SE (57%), SP (52%), PB (43%), CE (40%). Mais difícil de reverter que logística.
Ação digital: Conteúdo "O que seu voto trouxe" — antes/depois concreto. Depoimentos de quem conquistou casa, emprego ou acesso a programa por causa do voto. Contagem regressiva com entregas.
| UF | Região | Alinhamento | Aprova PR | Desaprova PR | Saldo PR | Aprova Gov | Saldo Gov | Diferença |
|---|
Defender Lula/PT aumenta o voto em 36% dos eleitores mas diminui em 35,7%. Defender Bolsonaro aumenta em 14,7% e diminui em 33,7% — custo eleitoral maior.
Conclusão: A esquerda tem a aprovação, mas pode perder a eleição por abstenção. Os votos existem — o desafio é fazê-los chegar à urna.
Nos estados de esquerda, o obstáculo dominante é logístico (transporte). Nos estados de direita, é a apatia ("não acredito que faça diferença") — mais difícil de reverter.
| UF | Alinhamento | Sim, certeza | Incerto | Não | Transporte | Título fora | Não acredita |
|---|
Plano de Ação — Mobilização da Esquerda
Os estados com maior dificuldade de transporte são exatamente onde o PR tem saldo positivo. Cada eleitor que não chega à urna é um voto perdido para a esquerda.
"Não acredito que faça diferença" — é o obstáculo mais difícil de reverter. Demanda comunicação concreta: mostrar o que o voto trouxe de real.
Mutirões de transferência de título nas regiões com maior percentual de "título fora do local".
Estados com alta certeza de voto E saldo positivo para o PR precisam de operação "último quilômetro" — garantir que a intenção se converta em comparecimento real.
- PE (86%) — maior certeza entre aliados, saldo +11
- AP (85%) — alta certeza, saldo -2 (disputável)
- PA (83%) — certeza alta, saldo +9
- MA (82%) — certeza alta, saldo +10
- PB / CE / SE (80%) — saldo positivo, manter mobilização
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Apoiar o Governo Federal na construção de ações e implementação de políticas públicas, assim como em sua comunicação, a partir do exploratório de avaliação do governo, entendendo pontos fortes e fraquezas da gestão.
Moradores de capitais e regiões metropolitanas, mix de praças entre cada região.
| Avaliação | Sul | Sudeste | Norte | Nordeste |
|---|---|---|---|---|
| Ótimo + Bom | Mulheres 2-5 SM | Mulheres 2-5 SM | Homens até 2 SM | Homens 2-5 SM |
| Regular | Mulheres 2-5 SM | Homens 2-5 SM | Homens 2-5 SM | Mulheres até 2 SM |
| Ruim + Péssimo | Homens 2-5 SM | Mulheres 2-5 SM | Mulheres até 2 SM | Homens 2-5 SM |
Moradores das periferias de São Paulo Capital, de 2 a 5 SM, 25 a 45 anos. Mix de avaliação positiva e negativa.
| Faixa etária | Homens | Mulheres |
|---|---|---|
| 20 a 34 anos | GF 01 | GF 02 |
| 35 a 55 anos | GF 03 | GF 04 |
- Gênero: Homens e mulheres
- Praça: Capitais e RMs do NE, N, SE e S
- Renda: 2 a 5 salários-mínimos
- Idade: 25 a 45 anos
- Religião: Mix (mín. 3 católicos e 3 evangélicos)
- Ocupação: CLT, autônomos, plataformizados, desempregados
- Não filiados a partidos ou movimentos sociais
- Sem vínculo com mandatos parlamentares
- Não trabalham em órgãos públicos
- Votaram em 2022 (presidencial) e 2024 (municipal)
- Mix de avaliação: ótimo a péssimo