Estratégia 2026

Onda 06 — Fevereiro 2026

O entusiasmo esfriou. E agora, o que o governo mostra de efetivo?

A aprovação do governo cresce, mas o eleitorado demanda entregas concretas. O clima é de expectativa — não de celebração. Um panorama dos sinais que definem o momento político.

43%
Aprovação
NEXUS — Jan/2026
47%
Desaprovação
NEXUS — Jan/2026
−4pp
Saldo
Aprova − Desaprova
83,7%
Intenção de voto
"Sim, com certeza" votará
Segmentação do Eleitorado
Composição estratégica — base eleitoral Lula 2026
Evolução da Aprovação
Série NEXUS — Mar/2023 a Jan/2026

"O que vem agora? O que o governo mostrará de efetivo?"

— Pergunta recorrente nos grupos focais da Onda 06
Três vetores que definem o cenário
Oportunidade

Fim da Escala 6x1

Pauta do momento — mencionada espontaneamente em todos os grupos. Potencial de se tornar "marca do governo".
Risco

Corrupção

A oposição domina a narrativa sobre INSS e Banco Master. Compreensão superficial, baseada em memes e recortes.
Crítico

Segurança Pública

Vetor crítico de avaliação negativa, inclusive entre apoiadores. Sensação geral de abandono.

Três prioridades estratégicas

Os grupos que podem definir a eleição exigem atenção imediata. A janela de oportunidade é curta.

Jovens

29% são eleitores em potencial. Geração conectada, sensível a entregas concretas e narrativas de futuro.

Renda Média (2–5 SM)

Autônomos e empreendedores: 30 milhões de pessoas (Sebrae). Público que oscila entre apoio e frustração.

CadÚnico

Atenção aos ruídos dos cortes do Bolsa Família. Base sensível que pode migrar de apoio para rejeição.

Tracking Quantitativo

NEXUS mostra recuperação. A ponderação, nem tanto.

Na série NEXUS, a aprovação voltou a superar a desaprovação — 49% contra 43% em fevereiro de 2026. Mas a ponderação entre 7 institutos conta uma história mais cautelosa: a reprovação ultrapassou a aprovação no final de 2024 e segue acima. O quadro é de disputa apertada, não de virada consolidada.

Aprovação do Governo Federal — Série NEXUS
Base: 2.004 entrevistados por onda · Mar/2023 a Jan/2026
Série NEXUS

Recuperação na pesquisa própria

Na série NEXUS, a aprovação recuperou fôlego no 2º semestre de 2025 e fechou fevereiro/2026 com 49% de aprovação contra 43% de desaprovação. Dois eventos externos contribuíram: o Vídeo Nikolas PIX e o Anúncio de Tarifaço dos EUA — que reposicionou Lula como defensor da soberania.
Atenção

Aprovação volátil

O aumento inclui uma parcela desconfiada e volátil do eleitorado. Depende do "poder de agenda" do governo e da exposição do Presidente. Sem entregas concretas, a tendência é regredir.

Ponderação de 7 institutos mostra cenário mais adverso

A média ponderada da FPA, que combina dados de Atlas, IPEC, MDA, Quaest, Datafolha, IPESPE e Nexus, mostra que a reprovação ultrapassou a aprovação no final de 2024 e segue acima (~50% contra ~47%). A recuperação medida pela NEXUS não se confirma na visão agregada — o cenário geral é de desgaste, não de virada.

Ponderação Multi-Institutos
Elaboração: Fundação Perseu Abramo · 7 institutos combinados

"A NEXUS mostra melhora, mas os demais institutos não confirmam. A realidade está entre as duas leituras — e o governo precisa de resultados concretos para consolidar qualquer avanço."

— Síntese da equipe de análise
Pesquisa Qualitativa · 16 Grupos Focais

O governo conquistou identidade. Agora precisa de materialidade.

Da onda anterior para cá, o entusiasmo esfriou. Os três pilares de posicionamento continuam valorizados, mas a população quer ver resultados concretos — não apenas discurso.

De outubro a fevereiro: o que mudou
Melhora

Onda 05 — Out/2025

Melhora significativa no clima geral. Governo visto como "em movimento", com coesão, firmeza e inimigos claros.

Retomada de Protagonismo Domínio da Pauta Defesa de Pautas Justas
Esfriamento

Onda 06 — Fev/2026

Esfriamento do entusiasmo. Pilares valorizados, mas população demanda entregas concretas que materializem o discurso.

Esfriamento Demanda por entregas Materializar discurso

Três pilares que deram "cara" ao governo

Esses pilares foram fundamentais para criar identidade e diferenciação. Mas precisam ser constantemente ativados: novas frentes de debate, entregas articuladas e materialidade.

Defesa da Soberania Nacional

Firmeza diante do Tarifaço dos EUA. Articulação internacional. Resgate do orgulho nacional.

Luta Contra Privilégios dos Super Ricos

Isenção do IR até 5 mil. Taxação dos super ricos. Pauta de justiça tributária.

Cuidado com as Pessoas

Bolsa Família, CNH Social, Minha Casa Minha Vida, saúde e educação.


Isenção do IR até R$ 5 mil: aprovada, mas pouco mobilizadora

Apesar da alta aprovação da medida, a capacidade de mobilização eleitoral mostra-se limitada. Uma parcela significativa já tinha isenção — para esses, nada mudou. A entrega é recente e paulatina, e os efeitos concretos ainda levarão tempo para serem sentidos. Persistem dúvidas sobre a declaração anual obrigatória e quem, ao final, arcará com os custos.

16M
Beneficiados
141 mil
Pagam mais (> R$50 mil/mês)

"Os pilares funcionam. Mas sem ativação constante, viram memória — não voto."

— Síntese dos achados qualitativos, Onda 06
Mapa de Oportunidades e Riscos

O terreno é fértil, mas minado. Cada pauta exige calibração.

A pesquisa revelou três oportunidades com potencial mobilizador e dois riscos com capacidade de corrosão. O governo precisa agir — com precisão cirúrgica.

Alto impacto

Fim da Escala 6x1

Pauta do momento. Mencionada espontaneamente em todos os grupos focais. A escala é descrita como "desumana", "ultrapassada" e até "escravidão moderna". Associada à esquerda, ao movimento VAT e à deputada Érika Hilton. Tem capacidade real de se tornar a "marca do governo".

Potenciais
  • Alta circulação no debate público
  • Associada ao Governo Federal
  • Percebida como altamente relevante
  • Aglutina defensores e críticos do governo
  • Capacidade de ser "marca do governo"
Riscos da pauta
  • Receio de redução salarial
  • Medo de aumento de horas diárias no 5x2
  • Percepção de prejuízo para empregadores
  • Temor de fechamento de lojas nos fins de semana
  • Compatibilizar com pequenos negócios
Impacto médio

Avanços na Economia

Argumentos consistentes entre apoiadores relativizam a narrativa catastrófica da oposição. Há percepção concreta de queda de preços (carne, ovos, arroz, feijão, óleo, combustíveis), relatos de novas conquistas (casa própria, carro, estudos) e mais oportunidades de emprego.

"Mais do que ressaltar indicadores, é preciso comunicar no concreto, em como os avanços se traduzem em ganhos do dia a dia."

Baixa visibilidade

Políticas Pró-Povo

Alta aceitação popular, mas visibilidade pulverizada. As políticas existem e são bem avaliadas — mas o público não consegue nomeá-las. Necessário "embalar" em narrativa coesa.

● Conhecido ● Parcialmente ● Desconhecido

Alto risco

Corrupção

A oposição domina a pauta. A compreensão é superficial, baseada em memes e recortes de redes sociais. A narrativa da oposição tende a prevalecer justamente pela simplicidade — enquanto o governo não responde com clareza equivalente.

INSS

Em todos os grupos, menção ao envolvimento do filho/irmão do PR. Ninguém acompanha a CPMI. Poucos conhecem a declaração de que familiares devem ser investigados.

Banco Master

Caso percebido como complexo. Lembranças sobre reunião com Daniel Vorcaro e Guido Mantega. Poucos sabem que a maioria dos comprometidos é da direita.

"Posicionamento mais enfático e didático. Foco: autonomia da PF, reparação das vítimas, punição dos responsáveis."

Crítico

Segurança Pública

Vetor crítico de avaliação negativa, inclusive entre apoiadores. Percepção generalizada de piora, falta de ação e sensação de abandono. A questão transcende espectro ideológico.

  • Aumento do feminicídio em número e crueldade
  • Avanço do crime organizado — forte no Norte e Nordeste, a base eleitoral
  • Assaltos e roubos no cotidiano
  • Falta de proteção digital a crianças e adolescentes
Dado alarmante

Mesmo entre simpáticos à esquerda

Há recorrência de posições favoráveis à redução da maioridade penal e, em alguns casos, à pena de morte. A pauta de segurança transcende o espectro ideológico.

"Posicionamento mais firme do PR. Demonstração pública de preocupação, empatia com vítimas, coordenação com governadores."

Percepção Qualitativa

Lula, o estadista: respeitado lá fora, questionado aqui dentro.

A imagem internacional é um ativo. Mas o distanciamento percebido do cotidiano nacional e falas consideradas inadequadas corroem a conexão com a base. O desafio: rejuvenescer sem perder autenticidade.

O que fortalece e o que fragiliza

Forças

  • Presidente ativo e articulado — capacidade de comunicação direta
  • Reconhecido como Estadista no cenário internacional
  • Credibilidade em fóruns internacionais e relações bilaterais
  • Busca governar em favor dos mais pobres
  • Adepto do diálogo e articulação política
  • Políticas sociais consolidadas nos mandatos anteriores

Fraquezas

  • Falas percebidas como inadequadas ou "descabidas"
  • Provocações a chefes de Estado (EUA, Israel)
  • Preconceitos relacionados à idade
  • Distanciamento percebido do povo
  • Menos direto no diálogo com os mais pobres
  • Apoiadores têm dificuldade em rebater críticas

Dois vetores de reposicionamento
Imagem

Atualizar e rejuvenescer

Recuperar o Lula disruptivo — "o único capaz de enfrentar o sistema". Mais exposição em contextos que demonstrem energia, modernidade e conexão direta com o cotidiano brasileiro.
Narrativa

Brasil do Futuro

Devolver aos brasileiros a capacidade de sonhar. Equilibrar a atuação internacional com o cotidiano nacional. Reforçar que governar para fora e para dentro não são excludentes.

"Reforçar conquistas recentes, preocupação com a melhora concreta da vida das pessoas e sinalizações mais claras sobre temas sensíveis — especialmente segurança pública."

— Recomendação estratégica, Onda 06
Guia de Comunicação Digital · Onda 06

O que falar, para quem, e com que urgência.

A pesquisa desenha um mapa claro de prioridades para conteúdo e mídia online. O governo tem pautas fortes, mas a comunicação precisa ser cirúrgica: traduzir conquistas em linguagem de rua, antecipar crises e falar diretamente com quem ainda pode ser convencido.

13%
Potenciais
Convencíveis com entregas
8%
Ocultos
Propensos à abstenção
7%
Insatisfeitos
Decepcionados, recuperáveis
38%
Improváveis
Rejeição — neutralizar
As três bandeiras que deram identidade ao governo

Esses pilares continuam valorizados, mas precisam ser constantemente ativados com novos fatos, novas entregas e nova materialidade. Sem ativação, viram memória — não voto.

Soberania Nacional

Tarifaço dos EUA, articulação no G20, orgulho nacional. Gancho digital: "Enquanto eles nos ameaçam, Lula negocia de igual pra igual."

Contra Privilégios

Isenção do IR, taxação dos super ricos. Gancho digital: "16 milhões livres do IR. Quem paga a conta? Os 141 mil que ganham mais de R$ 50 mil/mês."

Cuidado com as Pessoas

Bolsa Família, CNH Social, MCMV, saúde e educação. Gancho digital: selo "Brasil que Cuida" unificando todos os programas.

"Os pilares funcionam. As pautas existem. Os votos estão lá. O que falta é a ponte: conteúdo que traduz conquista em linguagem de rua, com a velocidade que as redes exigem."

— Síntese estratégica de comunicação, Onda 06

Fazer o povo aparecer. Mostrar que é real.

O conteúdo do governo sofre de um problema crônico: fala sobre o povo, mas raramente fala com o povo. Depoimentos reais, entrevistas de rua e falas espontâneas criam identificação imediata. O povo precisa se ver no conteúdo — em toda a sua diversidade.

Fala Povo

Formato prioritário

Microfone na mão do cidadão. Vídeos curtos (15–60s) gravados em feiras, terminais de ônibus, filas de UBS, portas de escola. Perguntas simples: "O que mudou na sua vida?", "Você conhece esse programa?", "O que falta?"

Reels TikTok Shorts Stories

Depoimentos Reais

Alta conversão

Histórias completas de beneficiários. A mãe que tirou a CNH Social. O pedreiro que comprou a casa pelo MCMV. O jovem que ficou na escola por causa do Pé-de-Meia. Rosto real, nome real, cidade real. Nada de ator, nada de roteiro — autenticidade pura.

Vídeo 1–3min Carrossel Thread

Entrevista de Rua

Formato viral

Estilo "podcast de calçada". Equipes leves em capitais e periferias — diversidade de sotaques, idades, cores, profissões. Perguntas provocativas que geram reação genuína. O formato funciona porque o algoritmo premia autenticidade e o compartilhamento é orgânico.

Reels TikTok YouTube

Diversidade Real

Representatividade

O Brasil é diverso e o conteúdo precisa refletir isso. Motoboy de SP, ribeirinha do AM, professora do PI, jovem empreendedor de PE, mãe do CadÚnico de BA. Todos os sotaques, todas as idades, todos os corpos. O eleitor precisa se reconhecer no conteúdo — senão, desliga.

Todos os formatos Todas as plataformas

Regra de ouro: se o povo não aparece, o conteúdo não funciona

Cada peça de comunicação deve passar por um teste simples: "Tem gente real aqui?" Se a resposta for não — se for só gráfico, só arte, só texto institucional — o conteúdo não vai engajar. O eleitor só compartilha o que ele reconhece como verdadeiro. A verdade está na rua, não no PowerPoint.


Três eixos que devem dominar o conteúdo online

A pesquisa identificou três oportunidades com poder mobilizador real. A ordem importa: o 6x1 é urgente e com potencial de virar a marca do governo; a economia precisa sair do abstrato; as políticas sociais precisam de identidade visual coesa.

Prioridade máxima

#1 Fim da Escala 6x1

Mencionada espontaneamente em todos os 16 grupos focais. É a pauta com maior potencial de se tornar a "marca do governo" — mobiliza defensores E críticos. A escala é descrita como "desumana" e "escravidão moderna".

O que publicar

  • Depoimentos reais de trabalhadores sobre a rotina 6x1
  • Comparativo internacional (países que já adotam 5x2 ou 4x3)
  • Linha do tempo legislativa — o papel do governo na aprovação
  • Respostas aos medos: salário mantido, horas redistribuídas

Cuidados na comunicação

  • Não ignorar o receio dos pequenos empresários — acolher a dúvida
  • Evitar tom triunfalista antes da aprovação final
  • Preparar respostas para "e o salário, vai diminuir?"
  • Não deixar Érika Hilton/VAT "roubarem" a pauta do Executivo
Alta prioridade

#2 Economia no Concreto

A população percebe avanços — queda de preços, emprego, novas conquistas. Mas a comunicação oficial insiste em indicadores macroeconômicos que não conectam. O conteúdo precisa traduzir PIB e taxa de desemprego em carne mais barata, gasolina mais acessível, mais vagas de emprego.

"Mais do que ressaltar indicadores, é preciso comunicar no concreto, em como os avanços se traduzem em ganhos do dia a dia."

— Recomendação dos achados qualitativos
Prioridade estratégica

#3 Pacote Pró-Povo: empacotar para aparecer

As políticas existem e são bem avaliadas, mas a visibilidade é pulverizada. O eleitor não consegue nomear os programas — sabe que existe CNH Social, mas desconhece MCMV Classe Média, Luz para Todos e Reforma Brasil. A comunicação precisa "embalar" tudo em uma narrativa coesa.

Conhecidos
  • Bolsa Família
  • Gás do Povo
  • CNH Social
Parcialmente conhecidos
  • Farmácia Popular
  • SUS Emergencial
  • Pé-de-Meia
Desconhecidos
  • MCMV Classe Média
  • Luz para Todos
  • Reforma Brasil

Duas pautas que exigem resposta proativa

A oposição domina a narrativa nesses dois temas. O silêncio ou a resposta tardia do governo amplificam o dano. O conteúdo digital precisa antecipar ataques e oferecer respostas prontas, claras e compartilháveis.

Alto risco narrativo

Corrupção

A compreensão é superficial e baseada em memes. Ninguém acompanha a CPMI do INSS. A oposição vence pela simplicidade da narrativa — o governo precisa responder na mesma moeda.

Linha de conteúdo recomendada
  • Autonomia da PF: "Quem investiga é a Polícia Federal, sem interferência"
  • Reparação: foco nas vítimas do INSS, não nos acusados
  • Punição: "Familiar não é escudo — é igual a qualquer cidadão"
  • Banco Master: esclarecer que maioria dos comprometidos é da direita
Crítico — inclusive entre apoiadores

Segurança Pública

Vetor de avaliação negativa que transcende ideologia. Mesmo simpáticos à esquerda defendem posições duras. A sensação de abandono é generalizada. O PR precisa demonstrar empatia e firmeza.

Linha de conteúdo recomendada
  • Pronunciamento presidencial: preocupação pública com feminicídio
  • Coordenação com governadores: ações conjuntas visíveis
  • Proteção digital: posicionamento sobre crianças e redes sociais
  • Dados reais: investimento federal em segurança vs. gestão anterior

Para quem o conteúdo deve falar

A segmentação eleitoral define três públicos prioritários para comunicação digital. Não adianta pregar para convertidos (Satisfeitos, 34%) nem investir nos Improváveis (38%). O foco é o meio: 28% do eleitorado está em disputa.

Potenciais 13%

Podem ser convencidos com entregas concretas. Sensíveis a economia e políticas sociais. Conteúdo ideal: testemunhais, antes/depois, dados tangíveis.

Ocultos 8%

Tendiam a votar Lula, mas propensos à abstenção. O risco é perder voto por descrença. Conteúdo ideal: mobilização emocional, "seu voto importa", logística de votação.

Insatisfeitos 7%

Antes eram apoiadores, hoje decepcionados. A decepção é com a falta de entregas, não com os valores. Conteúdo ideal: reconhecimento de falhas + demonstração de ação concreta.

Recorte demográfico

Dois públicos transversais prioritários

Jovens (18–34 anos): 29% são eleitores em potencial. Geração que consome Reels, TikTok e YouTube Shorts. Sensíveis a narrativas de futuro, emprego e educação. O 6x1 e o Pé-de-Meia são ganchos naturais.

Renda Média (2–5 SM): Autônomos e empreendedores — 30 milhões de pessoas. Oscilam entre apoio e frustração. Querem ver resultado na mesa, não no gráfico do IBGE.


A esquerda tem a aprovação — mas pode perder por abstenção

Os estados com maior dificuldade de transporte são onde o PR tem saldo positivo. Os estados com maior apatia são aliados. A comunicação digital precisa resolver dois problemas simultâneos: logística e crença.

Obstáculo #1

Transporte — 53,7% entre indecisos

O maior obstáculo para votar. Concentrado no Nordeste e Norte — exatamente a base eleitoral. Cada eleitor que não chega à urna é um voto perdido.

Ação digital: Campanha "Seu voto vai chegar" com informações de caravanas, transporte gratuito e pontos de embarque. Parceria com influenciadores regionais para viralizar.

Obstáculo #2

Apatia — "Não acredita que faça diferença"

27,8% dos indecisos. Concentrado em estados aliados: SE (57%), SP (52%), PB (43%), CE (40%). Mais difícil de reverter que logística.

Ação digital: Conteúdo "O que seu voto trouxe" — antes/depois concreto. Depoimentos de quem conquistou casa, emprego ou acesso a programa por causa do voto. Contagem regressiva com entregas.

Análise segmentada por faixa etária e renda, com tracking de avaliação em cada macro-região. Selecione uma região para ver a composição demográfica e os resultados de cada cluster.

Ótimo / Bom
34%
Total Nacional — Jan/26
Regular
27%
Total Nacional — Jan/26
Ruim / Péssimo
37%
Total Nacional — Jan/26
Entrevistas
4.549
m.e. ±1,5pp
Região
Composição da Região
Total Brasil
Evolução Ótimo/Bom
Média Aprova PR
45%
Média Desaprova PR
53,5%
Saldo Médio PR
-8,5pp
Média Aprova Governadores
60,5%
Aprovação por Estado Quanti Maurício Moura
UF Região Alinhamento Aprova PR Desaprova PR Saldo PR Aprova Gov Saldo Gov Diferença
Saldo do PR por Estado
Gov. Direita Gov. Esquerda Em análise
Impacto no Senado Média nacional

Defender Lula/PT aumenta o voto em 36% dos eleitores mas diminui em 35,7%. Defender Bolsonaro aumenta em 14,7% e diminui em 33,7% — custo eleitoral maior.

Obstáculos para Votar em 2026 Entre indecisos
Dificuldade de transporte 53,7%
Título fora do local de votação 27,8%
Não acredita que faça diferença 27,8%
Certeza de Voto
83,4%
Média "Sim, com certeza"
Indecisos
10,0%
"Não tenho certeza, mas provavelmente sim"
Não vão votar
3,7%
"Não pretendo votar"
Principal Obstáculo
Transporte
33,7% entre indecisos
Análise Estratégica — Quem é mais favorecido? Alerta
A Direita sai na frente
Os estados com maior dificuldade logística (transporte, título) são exatamente onde o PR tem saldo positivo — Nordeste e Norte. Se esses eleitores não chegam à urna, a esquerda perde desproporcionalmente. Nos grandes colégios da direita (SP, DF), o transporte NÃO é obstáculo.
Apatia corrói a base aliada
Estados aliados como SE (57%), PB (43%), CE (40%) têm altíssima taxa de "não acredito que faça diferença". Esses são votos potenciais que se perdem por descrença — não por logística. A base bolsonarista, por contraste, está mobilizada (AC 87%, RO 84%).

Conclusão: A esquerda tem a aprovação, mas pode perder a eleição por abstenção. Os votos existem — o desafio é fazê-los chegar à urna.

Certeza de Voto por Estado % "Sim, com certeza"
Gov. Esquerda Gov. Direita Em análise
Obstáculos por Alinhamento Entre indecisos

Nos estados de esquerda, o obstáculo dominante é logístico (transporte). Nos estados de direita, é a apatia ("não acredito que faça diferença") — mais difícil de reverter.

Intenção de Voto e Obstáculos por Estado Quanti Maurício Moura
UF Alinhamento Sim, certeza Incerto Não Transporte Título fora Não acredita

Plano de Ação — Mobilização da Esquerda

A) Mobilização de Transporte Urgente

Os estados com maior dificuldade de transporte são exatamente onde o PR tem saldo positivo. Cada eleitor que não chega à urna é um voto perdido para a esquerda.

B) Combate à Apatia Alto risco

"Não acredito que faça diferença" — é o obstáculo mais difícil de reverter. Demanda comunicação concreta: mostrar o que o voto trouxe de real.

C) Regularização de Títulos Atenção

Mutirões de transferência de título nas regiões com maior percentual de "título fora do local".

D) Blindar os Celeiros Estratégico

Estados com alta certeza de voto E saldo positivo para o PR precisam de operação "último quilômetro" — garantir que a intenção se converta em comparecimento real.

  • PE (86%) — maior certeza entre aliados, saldo +11
  • AP (85%) — alta certeza, saldo -2 (disputável)
  • PA (83%) — certeza alta, saldo +9
  • MA (82%) — certeza alta, saldo +10
  • PB / CE / SE (80%) — saldo positivo, manter mobilização
Mapa do Brasil — Visão por Estado

Clique em um estado para ver detalhes

Objetivo Geral

Apoiar o Governo Federal na construção de ações e implementação de políticas públicas, assim como em sua comunicação, a partir do exploratório de avaliação do governo, entendendo pontos fortes e fraquezas da gestão.

Pesquisa Qualitativa Online 12 grupos

Moradores de capitais e regiões metropolitanas, mix de praças entre cada região.

AvaliaçãoSulSudesteNorteNordeste
Ótimo + Bom Mulheres 2-5 SM Mulheres 2-5 SM Homens até 2 SM Homens 2-5 SM
Regular Mulheres 2-5 SM Homens 2-5 SM Homens 2-5 SM Mulheres até 2 SM
Ruim + Péssimo Homens 2-5 SM Mulheres 2-5 SM Mulheres até 2 SM Homens 2-5 SM
Pesquisa Qualitativa Presencial 4 grupos

Moradores das periferias de São Paulo Capital, de 2 a 5 SM, 25 a 45 anos. Mix de avaliação positiva e negativa.

Faixa etáriaHomensMulheres
20 a 34 anosGF 01GF 02
35 a 55 anosGF 03GF 04
Perfil Sociodemográfico
  • Gênero: Homens e mulheres
  • Praça: Capitais e RMs do NE, N, SE e S
  • Renda: 2 a 5 salários-mínimos
  • Idade: 25 a 45 anos
  • Religião: Mix (mín. 3 católicos e 3 evangélicos)
  • Ocupação: CLT, autônomos, plataformizados, desempregados
Perfil Atitudinal
  • Não filiados a partidos ou movimentos sociais
  • Sem vínculo com mandatos parlamentares
  • Não trabalham em órgãos públicos
  • Votaram em 2022 (presidencial) e 2024 (municipal)
  • Mix de avaliação: ótimo a péssimo
Áreas de Abordagem
A. Cenário Político
Pautas do noticiário, acompanhamento, posições governo e oposição.
B. Avaliação do Governo
Forças, fraquezas, expectativas frustradas.
C. Áreas Específicas
Economia, trabalho e renda, políticas sociais, saúde, educação.
D. Imagem do Presidente
Postura, desempenho, forças, fraquezas, mudanças de percepção.
E. Posicionamento
Avaliação do slogan "Do lado do povo brasileiro".